ArtigosCidades InteligentesO que podemos aprender com Copenhague

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Fonte: Metro Jornal

Foto: Reprodução.

No mundo todo as cidades não param de crescer, e a mobilidade urbana se tornou um dos principais desafios para as administrações públicas e a sociedade. Atualmente, o transporte representa cerca de 1/5 da demanda mundial de energia e 1/4 das emissões de CO2 relacionadas à energia. Poluição ambiental e sonora, acidentes, congestionamentos, stress, perda de tempo, de saúde e de energia vital: os problemas são grandes, mas existem soluções, como se vê em cidades como Copenhague, capital da Dinamarca.

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A meta de Copenhague é se tornar neutra em CO2 até 2025. Para isso, estabeleceu que não mais que um terço das viagens na cidade deve ser de carro. Os outros dois terços precisam ser com bicicletas e transporte público. Isso por si só já ajuda em outro setor fundamental em uma metrópole: a área da saúde. Ao estimular a bicicleta, os gestores dinamarqueses trabalham para aumentar a qualidade de vida da população, além de promover a consciência ambiental, o que impacta no bem-estar individual e coletivo.

Copenhague inaugurou sua primeira ciclovia em 1910. Décadas depois, com o boom da indústria automobilística, os carros passaram a dominar a cena, causando congestionamentos e poluição. Nos anos 1970, durante a crise do petróleo, a população exigiu que o governo investisse em ciclovias e apoiasse a bicicleta. Desde então, todas as estações de metrô e de ônibus têm estacionamento para bicicletas e há uma sinalização exclusiva para os ciclistas, que sincroniza os semáforos nos horários de pico para que eles possam circular sem paradas, mantendo uma velocidade média de 20 km por hora.

Hoje, 90% dos pais levam seus filhos à escola de bicicleta ou caminhando. 25% de todas as famílias em Copenhague têm uma bicicleta de carga. Também foram construídas ciclovias e até estradas próprias para os ciclistas, unindo bairros periféricos com o centro.

Todas essas medidas foram alterando, aos poucos, a cultura local. Os donos de carros passaram a experimentar o transporte público e se acostumaram com a proibição de estacionar no centro da cidade: os estacionamentos foram transformados em parques e espaços de lazer.

Cerca de nove em cada dez dinamarqueses têm uma bicicleta e apenas quatro em cada dez têm um carro. Anualmente, em Copenhague, os habitantes viajam de bicicleta por cerca de 1,2 milhão de quilômetros, o que equivale a duas viagens de ida e volta à Lua. Sem dúvida, uma inspiração para as grandes cidades brasileiras, que podem se unir e começar a mudar, como aconteceu na Dinamarca, para um modelo de mobilidade mais saudável e melhor para todos.

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